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Nonato PDF Imprimir email
Por Marcos Antônio Fidalgo   
15 de fevereiro de 2006

NONATO – O GALO ÍNDIO QUE VIROU MERGULHADOR

Em meados de 1997, chegou para fazer parte da equipe de uma escola de mergulho em São Paulo - Capital, um rapaz alto, magro, esperto e muito inteligente.
Até então, tímido como todo iniciante em uma equipe, o mesmo cuidava de toda infra-estrutura desde a sala de aula, piscina e aula de mar, aonde esse jovem se sobressaiu de forma surpreendente.
Nós instrutores tínhamos plena confiança nesse rapaz, no manejo com os equipamentos no auxilio e preparação dos mergulhadores, enfim, nosso braço direito como apoio de superfície, simplesmente ele controlava tudo até nós.

Conhecido até em tão pelos componentes da equipe como “JUNIOR”, pois seu verdadeiro nome somente nos foi revelado, pelos proprietários da escola depois de uma conversa durante uma reunião da equipe, que aconteceu assim:
Eu Marcos Antonio Fidalgo, o “WERNECKINHO”, comentando nessa reunião, a respeito da criação de galos índios que meu pai o Sr. Álvaro Fidalgo, mantinha em nossa chácara, aonde o mesmo tinha o habito de dar um nome para cada galo que lá tínhamos.
Curiosamente, o primeiro galo índio tem o nome de “NONATO”, detalhe esse exemplar de galo índio nos deixou no dia 03 de fevereiro de 2006, bem como seu dono que nos deixou em 27 de Agosto de 1997, e ao citar o nome do galo “NONATO”, vem a surpresa dos componentes da equipe, pois o nome do então rapaz conhecido apenas por “JUNIOR” chama-se Junior Nonato Roberto.
A principio um mal estar geral nos integrantes da reunião, mas passado o ocorrido, tudo retornou ao seu normal.
Em uma reunião ocorrida próxima a uma de nossas saídas de mergulho pra a ILHA GRANDE-RJ, levei uma foto do então “GALO – NONATO”, aonde o “JUNIOR”, sempre

em tom de brincadeira e uma brincadeira saudável posso dizer, comentou que se visse o galo, faria dele uma bela sopa.
Um dia antes dessa saída para a ILHA GRANDE-RJ, estava passando em frente a uma loja de fantasias e me deparo, com uma galinha de borracha, daquelas que parecem que foram escaldadas e prontas para compor uma deliciosa sopa, comprei uma e com o auxilio de um mosquetão, durante o retorno de um dos mergulhos, coloquei em meu colete e retornei a superfície, fazendo com que esse brinquedo ficasse boiando. Nem preciso comentar a reação do pessoal e principalmente do “JUNIOR”, o primeiro a ver e o primeiro a dar gargalhada do ocorrido.
O interessante vem agora, me preparando para o próximo mergulho, fui questionado por um aluno se iriam me ver mergulhando com o galo preso no colete ou não, e para minha surpresa o próprio Junior respondeu que a partir daquele mergulho o galo faria parte do meu equipamento.
A partir desse dia, a primeira pergunta que faziam, quando anunciávamos um curso ou uma saída era se o instrutor que levava um galo preso no colete estaria junto, pois alguns mergulhadores achavam hilário e muito interessante observar um mergulhador no fundo do mar acompanhado por um galo.
Um relato interessante de uma mergulhadora de Porto Alegre – RS, que estava em uma ocasião mergulhando conosco na Ilha Grande – RJ, disse ela “ NOSSA, QUE BACANA, ME SENTI MUITO MAS DESCONTRAIDA, NESSE MERGULHO, AO VER VOCÊ E SEU GALINHO, RISOS”

NONATO EM AGUAS BRASILEIRAS

ILHA GRANDE FEVEREIRO / 2005

NONATO EM AGUAS INTERNACIONAIS

BONAIRE NOVEMBRO/2004


Última Atualização ( 15 de fevereiro de 2006 )
 
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